
Inspirada na música Pais e filhos(Legião Urbana), me faz lembrar de um tempo em que sofrimento era não ganhar um doce, tempo em que odiávamos nossos pais, e nos sentiámos espancados por levar umas cintadas...
Ansiosos que o tempo pasasse para crescermos e não precisar-mos mais deles, não imaginávamos o que nos esperava pela frente...
Se adoecesse-mos, mamãe preparava um chá, ou pingava gotinhas de remédio,
Nos dias de frio levantava cedo para nos agasalhar para a escola, e a noite era sempre a última a dormir, depois de lavar nossas roupas, preparar nossos lanches, e ver se estávamos bem cobertos...
Me lembro de sentir nojo, quando eu era beijada e de limpar a buchecha, aah que saudade daquele beijo.
Quando dormia eu tinha pesadelos, e ela conversava comigo, dizia que me protegeria, e que a estrela malvada não me pegaria...
No inverno aquecia o quarto, e em uma bacia com agua morna limpava nosso rosto, nossos pézinhos e eu e meu irmão morríamos de cócegas...
Ah se voce soubesse a falta que faz na mesa na hora de almoçar, nos natais, nos finais de semana... É saudade que não passa, que sufoca, que insiste em machucar, te desejei a todo momento, ja tentei fingir poder voltar ao tempo, já sonhei com seu rosto...
A vida nos mostra que tudo se substitui, mas ninguém vai te amar e te proteger como seus pais, porém infelizmente eles não são eternos, e quem não passou um dia passará pela amarga experiência de perder o único colo que você sempre poderá retornar, o único amor eterno que sempre irá te esperar.
Não deixe para amanhã o que pode ser feito hoje, ame como se fosse a última vez, e nunca se esqueca que quem se vai não tem a oportunidade de dizer Adeus...
É preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã!
